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Sistema de Graduação PDF Imprimir E-mail
Por Iron Prado   
07 de August de 2007

Graduações

              O sistema de graduação do Beribazu foi criado por seu fundador, Mestre Zulu, e segue sua fundamentação até hoje. Este consiste em graduações com cordas coloridas, as quais, cada cor representa uma das fases sociais vividas pelos negros no Brasil. Além disto estas, ainda possuem domínios de irradiações dos Orixás do Candoblé e da Umbanda, mas sem nenhum intuito de apologia a culto religioso, tão pouco discriminação.

            As cores fundamentais das cordas do Grupo são: Azul, Marrom, Verde, Amarela, Roxa, Vermelha e Branca. Inicialmente utilizava-se as cordas inteiras, sem graduação de duas cores. Posteriormente, foi instituído o sistema de graduação com cores duplas nas cordas. Representando um período de transição entre as  fases do capoeirista, excetua-se a esta regra a transição de Corda Roxa(Contra-Mestre) para Vermelha ( Mestre Edificador). A graduação roxo-vermelha, existiu até 2006, quando o Conselho de Mestres do Grupo decidiu não mais usar este estágio. Porém, ainda existem capoeirista com estas graduação (Mestrandos).

            A graduação infantil é feita para crianças até 12 anos, e se utiliza a forma de ponteiras, seguindo a ordem dos adultos. Mesmo nas crianças a primeira corda é a azul e tem a mesma representação do adulto. Em crianças menores, recomenda-se que seja feito um momento especial para ela e seus pais. Neste momento deve-se enfatizar a importância dela para o grupo, para que elas se sintam especiais e necessárias para o grupo. A entrega de uma lembrança é uma sugestão dada.

 Categoria Discente:

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Azul / Azul-Marrom (aluno):

Representa o Negro Cativo, marcado pela sua captura na África ,seu transporte marítimo pelos navios Negreiros e sua venda aos Senhores em terras brasileiras. Tem representação da sofrida travessia África-Brasil, onde o negro em sua maioria, morria. Apenas alguns chegavam a completar a viagem devido as precárias condições as quais eram submetidos. Orixá: Iemanjá, representando o mar.

 

 

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Marrom/Marrom-Verde(aluno):

Representa o negro escravo, aprisionado a uma terra desconhecida, e sem liberdade. Caracterizado pelo trabalho servil e pela destruição de seus valores culturais e familiares. O negro perde toda sua esperança, oprimida pelo seu Senhor, seu “dono”, o qual usufrui de toda sua força para ter proveito máximo do trabalho escravo, acabando assim tanto com a força física como espiritual do negro. Orixá: Xangô, domínio sobre o céu e a Terra.

 

 

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Verde/Verde-Amarela(aluno/estagiário):

Representa o negro Quilombala, caracteriza-se pela revolta do negro. Com a opressão, o negro se revolta com a falta de identidade e liberdade, e inicia os movimentos de rebelião. Fugindo da senzala e formando quilombos nas matas. Os quilombos eram comunidades de negros fugidos, independentes, cada qual com sua importância e com as suas peculiaridades. Nela os negros resgatavam, ainda que precariamente, sua liberdade. Vale ressaltar que neste período os negros viviam em constante conflito por sua liberdade, demonstrando assim a importância desta fase na vida de um capoeirista. Orixá: Oxossi, tem como domíno as matas.

*A cor verde-amarela representa o inicio do corpo docente, sendo esta designada de estagiário, cabendo a ele iniciar trabalhos próprios, mas sob a supervisão e responsabilidade de seu mestre.

 


Categoria Docente:

 

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Amarelo/Amarelo-Roxo(monitor/instrutor):

Negro Capitão-de-areia, esta fase e caracterizada pela promulgação da Lei do Ventre Livre, em 1871, onde todo negro nascido a partir daquela data livre. Contudo, este era considerado um “Liberto Ingênuo”, pois com a falta de inclusão social, não conseguia trabalho, nem condições dignas de um cidadão. Assim, alcançavam a delinqüência, tornando-se figura característica o capitão-de-areia. O negro acabava por perder sua liberdade novamente. Orixá: Oxum, domínio sobre águas doces( que era como os negros nasciam ) e cachoeiras ( que é quando o negro cai na delinqüência).

 

 

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Roxa (contra-mestre):

Representa o negro Sexagenário, com o advento da Lei do Sexagenário em 1885, que concedia a liberdade para todo negro ao completar 60 anos. Apesar de parecer uma esperança para o futuro do negro, esta lei era de pouca serventia. Dificilmente o branco chegava aos 60 anos nesta época, imagine agora o negro, com suas péssimas condições de vida. Além disso, os vitoriosos que conseguiam completar 60 anos, se viam sem liberdade efetiva, visto que eram velhos, negros, e sofridos. Faltando a eles assim, a tão sonhada inclusão social. Orixá: Iansã, domínio sobre os ventos  e as tempestades.

 

 

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Vermelha (Mestre):

Negro Liberto, com a Lei Áurea, em 1888, que concedia liberdade a todos os negros escravos. A sociedade da época marginalizava o negro, por ver neste uma imagem de ignorante, preguiçoso e delinqüente. E , o negro, sem uma visão da necessidade de valores sociais, familiares e culturais, via como única saída de sobrevivência se submeter a trabalhos de empreitadas, de capangas, ou a vida de vadiagem. Orixá: Ogum, domínio de irradiação sobre a linha guerreira.

* O titulo de Mestre nesta fase também é conhecido como Mestre Edificador

 

 

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Branca (Mestre dignificador):

Negro Cidadão, caracterizada pela conscientização dos valores sociais e culturais. Inicia-se nesta fase a campanha pela inclusão social do negro, e pelo reconhecimento de sua igualdade em direitos e deveres. Com o inicio desta fase o negro se torna completo frente a sociedade. Orixá, domínio sobre a universalidade do mundo oxalá. E o chefe e pai de quase todas as divindades.

 

 


 

 

Graduação Infantil*

 

5 Anos  azul.

6 anos  azul com uma ponteira marrom

7 anos  azul com duas ponteiras marrom

8 anos  azul com uma ponteira verde

9 anos  azul com duas ponteiras verde

10 anos azul com uma ponteira amarela

11 anos azul com duas ponteiras amarelas

12 anos azul - marrom

13 anos marrom

 

 *Graduação retirada do site www.beribazu.com.br

 

Última Atualização ( 05 de June de 2009 )
 

Dizeres de Mestre

Mestre Pastinha
"Ninguém pode mostrar tudo o que tem as entregas e revelações, têm que ser feitas aos poucos. Isso serve na capoeira, na família e na vida. Há momentos que não podem ser divididos com ninguém e nestes momentos existem segredos que não podem ser contados a todas as pessoas."
 

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